Segunda-feira, Agosto 04, 2008




Quarta-feira, Julho 30, 2008

Do simples

Gesto

Recebo

Grão

Palavra

Do simples

Silencio

Vejo

Alimento

Afeto

Do simples

Toque

Coração

Teu riso

ponto

Do simples

Dôo

Mergulho

Encontro

Passo

Do simples

Fogo

Não

Amanheço

Morte

Do simples

Respirar

Vento

Começo

Cinema

Do simples

Dia a dia

Olho no olho

Toma lá da cá

Dente por dente

Do simples

Beijo

Cuidado

Lembro

Sorriso

Do simples

Expresso

Mar

Encanto

Feriado

Do simples

Agora

Perdoar

Deixo

Fácil

Do simples

Horas

Desfecho

Gato na varanda

Abraço

Do simples

Pai

Sim

Terra

Confiar

Do simples

Bater de asas

Iluminar

Repartir

Sol

Do simples

Adeus

Reconheço

Transformo

Vida

Do simples

Tempo

Desenho

Acorde

Do simples

Chamado

Faz de conta

Amigo

Ser

Do simples

Caminho

Repouso

Choro

Pássaro

Do simples

Canteiro

Dar mãos

Universo

Semente

Do simples

Espaço

Tecido

Verdade

Luar

Do simples

Entrego

Ritmo

Corpo

Dança

Do simples

Destino

Sentido

Escuro

Invisível

Do simples

Brinco

Presente

Sustento

Centro

Do simples

Amor

Entendo

Sinto

Latido

Do simples

Tudo

Vazio

Escuro

Resumo

Do simples

Chuvisco

Abertura

Verdade

Caminho

Do simples

Nada

Mais

Do

Que

Isso

Que puta medo de abrir mão
e Não ter
Onde segurar

Segunda-feira, Julho 28, 2008


Domingo, Julho 13, 2008

Velhos caminhos
Meninos passos

Diz que é pro meu bem

Por que pareço estar errando feio

...

Diz que é pro meu bem o fim

Diz que é pro meu bem saber, sentir, ser

Diz que é pro bem essa revolução
Pro meu bem essa doença
Esse desencantamento sem origem
Pro meu bem um novo caminho ainda escuro
E a insegurança
Pro meu bem essa pequena delicadeza
Pro meu bem tanto a fazer
Pro meu bem essa dor de herança

Pro meu bem me diz

Amor essa escolha é só minha
Diz que é pro meu bem que nada se define
Diz que é pro meu bem você indo embora
Esse desapego é pro bem
Pro meu bem essa angústia afundando o peito
E a respiração curta
Pro bem essas lágrimas no papel

E o conflito de saber e continuar fazendo
Pro meu bem que se fez esse dia inteirinho de sol

E não vejo nada além de sombras
Pro meu bem que os amigos resistem
E essa lucidez nas madrugadas
Pro meu bem descansar calando a boca

Pro meu bem que um dia de noite você disse:

Vai e fui e foi
Pro meu bem fiquei invisível

Discreta nos cantos

Pro meu bem agora não
Pro meu bem de repente parar tudo

Assim!

E desapontar previsões
Pro meu bem subir e descer

Pro meu bem o insulto e a queda
Pro meu bem não ter o que ter
Pro meu bem esse enfrentamento
Pro meu bem não ter aonde ir
Pro meu bem às vezes engasgar, desbotar
Pro meu bem aceitar e não atacar
Pro meu bem tantas escuras sintonias
Pro meu bem me diz amor só isso
Que o amor é o recheio das coisas
Que doem tanto
Que o bem é resistir à vontade de acumular mágoas
Resistir ao medo
Diz que o bem nunca me abandonou
Diz assim em voz alta
Em alta voz para que eu encoraje o coração
Para que em tua boca
Eu ganhe vida mais uma vez

Terça-feira, Fevereiro 19, 2008


Claridade ou
encontrar extraindo


O que eu te digo equivale
A circulação
Mapa do dentro
Ao destino
Rio Celeste braço-de-mar
A curvatura e a torção
Tamanho invisível
Corpo curso intenso da pessoa
Dimensão inconstante
O que te digo adentra, une e ramifica
Desenrola a imagem no fio da palavra
Ingresso de jornadas
Fonte da existência
Desvenda tudo o que desperta,
recorda e faz soar
Ao impulso eu te digo
Amor
E te lanço anos de claridade
A ligação se faz aqui
De veios silenciosos
Estranhamento e similaridade
Tua expressão avança
No dorso de um animal
No suspiro da Mãe
Na temperança do Pai
Na descoberta do filho
No esperar paciente do ancião
Raios, legiões armados de flores
despencam das tuas encostas
Mutável segue teu instinto
Por vezes rasga e sobressai o titã
Aquele que não tem nome
A quem se faz preces de apaziguamento
o curumim- bicho- homem atlante
paira diante do solar de linhas eternas
Equilibrismos na linha tecida por tantos
Segredo dos antigos das estrelas
Amante corpo de minha alma
Anima Animus animales
alastra tua passagem
Nas mãos
Dança do sempre
Ao dócil olhar do ferino
Destreza de um saber
A origem
Dois olhos separados choram
Um em cada tempo
Ato de inundar
Sem medidas o louco guia o abismo
E se derrama em terra o que alenta o colo
E arde poros derretendo geleiras
raiar de auroras
Fogo reascendendo minha espécie
Forma a real efígie do querer
Cicatriza meus olhos amor
Para que eu possa ver
O que eu te digo
atravessa minhas camadas
Um eu
De um tu
Que pode um dia olvidar...
E abafando pode perder prumo,
penetração, graça
O que eu te digo é diminuto
e pode ser dito aqui
A parte incorpórea
Ofereço-te
Coluna do espiritual
Vem
Ao transito lento
Amor
Sem distrações
Nem desvios
E se um dia reencontrares essas notas
dispostas num varal
ao vento
Toca de leve nesse tecido
Um leve ruflar de asas
O que eu te digo agora é uma serenata
Ouve:

Terça-feira, Janeiro 08, 2008

Sem pata ou passo

Um grande giro em 13 luas
E o ser já renascido de tanto
De quatro se pôs a andar

Só vivia de terra
Não tinha ares de santo
Adaptou desconjunturas e
Desentortando ossos

Foi parar nas copas
Pata a passo
Queda
Passo a pata

Passo a passo

Independendo da situação

O ir continua
Pata a pata
Passo a passo é mais passo do que pata
Pata ou passo?
Ainda há chance...
Passo
civilizando o animal

Malabarismos para esconder os rastros

Asfaltaram tudo pelo caminho

Para além dessa matéria horizontal
Existem os arcanos
É preciso ser vertizontal
A jornada adquiriu planos
Tocar além dos olhos
Provar diferentes tons
Palavrear de águas um corpo
Tecer histórias de si em mi
Recordar maior sonhando
Tudo não cabe nesse tanto!
Horror de ser passo
Correu para longe
Sem agilidade de pata corria
Corria sem companhia de terra
Sem cabeça de bicho corria
Corria sem proteção de pele corria
Sem grito comum Corria
Corria sem chamado de outros
Corria entre metrópoles
Ponte corria
Casa corria
Família toda corria
A tona Corria Amares
Nome corria validade
Futuro corria Sonho
Deus corria Corpo
Dias corria

Outro corria Abismo
Frágil corria
de gravata e olhos afastados
Na ponta dos pés
Salto fino corria boca morna
Sem cauda ou pelo aparente
Esqueceu do nome do nome do nome

do nome do nome do nome
do no me do no me do nomedo

do nome nomedo
donome donomedo...
Transformava bicho no ilusório
Amor na falta
Corpo na necessidade
Compulsão no real
Separação no certo
Cadê o fruto original?

...
Não te recolhe na velha casa desolada
Estica a mão
assim
Não te demores
entra
um passo
mantém
há outro
Vê o intervalo?
livra o vôo
Agüenta ser asa
Sem patear ser passo

Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

Viva
Vivo
Vi
vendo
Espanto por esses dias
E o que mais?
Não há.
Encontrar é dentro
Vive e aprende voar
Com um corpo todo em chamas
Um corpo livre arrebenta o casulo
Dói se metamorfosear por aí
toda transformação da matéria
implica no deixar ir
Faz parte para o todo
Deixemos então meu amigo
o aberto na palavra
para não represar o sagrado
o aberto do espírito
para relembrar o mapa no caminho
Já estamos nele
o tempo
o todo
é sim
esse momento de tanto
num simples
agora.

Domingo, Novembro 25, 2007

Por aqui onde sinto você está
Por aqui onde tateio encontro sinais do amor
Por aqui eu te digo sem esperar
É bom gostar sendo-me

Segunda-feira, Setembro 24, 2007

Vem rasgando uma roupagem de invernos pesados...
Vem que não existe terra árida porque seu
fundo jorra aos céus...
Vem que em tua presença meu divino se manifesta...
Vem que na melodia do teu peito embalo minha criança...
Vem que somente na diferença faz-se luz...
Vem trilhar esse espaço do infinito sem o colapso do medo...
Vem que meu vermelho do dentro só
pode desaguar em veias compatíveis...

Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Palavra
Essa unidade da criação divina
Uma vez dita
Ecoa em voltas

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Eu não sou?
Você sempre deixa de ser
Então... eu não é?

Quarta-feira, Agosto 22, 2007

Estamos a sós...
Nós relembrando eus
ou eus desatando nós?

Sábado, Agosto 18, 2007

Mas o ter que ir...
VOLTA
Enquanto o amor corre solto na aresta da boca
VOLTA
As imagens contendo histórias
VOLTA
Tenho que ir
VOLTA
Perde-se assim?
VOLTA
Na tessitura
VOLTA
Em torno de mim
VOLTA
Os dias passam demorados
VOLTA
Existimos agora
VOLTA
Se queres espera sentes saber
VOLTA
Meu sentir inunda os olhos
VOLTA
Recordamos calados
VOLTA
O fim será o mesmo?
VOLTA
Claro que eu te escuto me escuto
VOLTA
Farei o impossível acordada
VOLTA
Luz deixa acesa
VOLTA
Inclino o corpo assim
VOLTA
A névoa cobrindo um corpo de palavras
VOLTA
Não posso de outro modo porque quanto mais
eu te afasto mais eu te quero
Mais
Do
Que
Qualquer
Outra
Coisa
Esse pessoal que se conhe